Cadeia de Suprimentos

7 principais tendências para o setor de compras e impactos para o gestor

Voltar | Por Efcaz 24/5/2021

As tendências para o setor de compras impactam diretamente na atividade do gestor. Confira as 7 principais tendências acessando o artigo completo.

As tendências para o setor de compras impactam diretamente a eficiência organizacional e a rentabilidade da empresa: diz-se que o empreendedor que sabe comprar ganha duas vezes! Esse departamento também é responsável por comparar fornecedores, firmar contratos, administrar os processos que garantem as fontes de suprimentos do negócio e atestar a qualidade dos serviços e produtos comercializados.

Considerando que estamos em uma época de grande transformação na maneira como as empresas se relacionam com seus parceiros, fornecedores e clientes, a importância desse setor só aumenta, uma vez que as organizações precisarão se adaptar aos novos modelos de negociação, operação e aquisição.

Nesse contexto, os critérios de homologação e qualificação de fornecedores são cruciais para se adaptar às novas tendências sem correr riscos desnecessários. Mas o impacto não está limitado a esse aspecto. Por isso, separamos os sete pontos que merecem a sua atenção!

1. Adoção de tecnologia

A maior tendência para o setor de compras é a adoção de tecnologia. Existem muitas rotinas que podem ser facilitadas pelo uso de soluções inovadoras, principalmente as que estão relacionadas à cadeia de suprimentos.

Quando uma empresa adquire um produto, o fornecedor é obrigado a disponibilizar a nota fiscal. Atualmente, grande parte dos negócios efetiva essa relação de compra e venda por meio da nota fiscal eletrônica

Para o setor de compras, a atividade mais cansativa e passível de erros é, justamente, o lançamento de notas fiscais. E, se a apuração tributária da empresa não for realizada adequadamente, multas e juros podem ser aplicados e onerar o fluxo de caixa de forma irreversível.

Com um sistema de gestão, é possível automatizar o lançamento de notas por meio do arquivo XML e, assim, minimizar a ocorrência dos erros, o que também reduz as consequências negativas e possíveis onerações para a empresa.

Além disso, um exemplo de otimização da rotina com o uso de tecnologia são as ferramentas que realizam o cálculo automático do preço de venda sobre o preço de compra quando a margem de lucro é predeterminada, reduzindo os custos com profissionais que seriam contratados para essa função.

Essas tendências para o setor de compras terão grande impacto no dia a dia do gestor por promoverem inovação de forma integrada e aprimorarem outros processos da empresa.

2. Investimento em Machine Learning

Fazer mais com menos sempre foi um objetivo e faz parte das tendências de otimização para o setor de compras. Porém, isso deve se intensificar. Nesse sentido, o investimento no chamado machine learning, ou seja, na automatização dos processos, tem sido robusto no setor.

Assim como no caso das emissões de notas fiscais, essas tecnologias também permitem reduzir o tempo gasto em relação a diversos processos feitos manualmente e tornam a gestão dos fornecedores mais ágil, ao mesmo tempo que permite uma análise de dados mais precisa, contribuindo para a gestão e diminuição dos riscos.

Esse engajamento dos gestores com novas tecnologias e soluções inovadoras aumenta a produtividade, diminui os prazos, melhora a comunicação e o próprio registro de dados. Nesse sentido, o desafio será manter-se sempre atualizado em relação às novas tecnologias que influenciam a produtividade do próprio setor e ainda dar apoio a outros departamentos.

Os meios de pagamento também prometem uma revolução nas relações comerciais. Os gestores enfrentam o desafio de incorporar essas mudanças com agilidade, assimilando novas tecnologias. A busca por economia e previsão de riscos continuará sendo importante em todos os seus detalhes.

O aumento da agilidade está ligado à tecnologia, de modo que algumas compras envolvem conhecimento técnico de outras áreas, aumentando a importância de estabelecer uma boa sinergia com os vários departamentos.

Assim, se manter atualizado e adaptável é o que garante a agilidade contínua no ramo.

3. Aprimoramento da operação

A gestão da operação do departamento de compras vai exigir o desenvolvimento de novas formas de gerenciar as informações sobre os fornecedores, as métricas de desempenho para qualificação e a tomada de decisão.

A tendência é que os sistemas de controle evoluam cada vez mais e assumam um papel ainda mais estratégico na manutenção da competitividade. Isso vai alterar a forma como os gestores trabalham, porque as informações se tornarão cada vez mais conclusivas e o processo de decisão, mais automáticos.

Para aproveitar essa oportunidade, as operações deverão estar devidamente padronizadas e estruturadas e o gestor precisará, cada vez mais, da sua capacidade analítica e do seu foco estratégico.

4. Postura colaborativa entre empresas

Os gestores também estarão diante de uma nova forma de se relacionar com fornecedores. As empresas tendem a unir suas capacidades e competências para melhorar o desempenho de ambas.

A integração entre sistemas e outros recursos tecnológicos facilitará essa aproximação. Para que ela tenha efeito, a capacidade de liderança dos gestores será mais exigida e o setor precisará se preocupar mais em administrar diferenças e aproveitar as afinidades de propósito, cultura e valores.

5. Consciência sobre o desperdício e adoção da economia circular

A responsabilidade ambiental e a adoção de práticas sustentáveis é um assunto amplamente discutido nos dias de hoje, principalmente com o aumento da consciência dos clientes em relação ao seu consumo. A gestão de fornecedores e verificação da compliance é um dos pontos mais importantes para garantir que a relação entre empresa e fornecedores se paute de acordo com essa tendência ecológica. Mas optar por fornecedores que orientem seus processos para a sustentabilidade é apenas o começo.

Será preciso mudar todo o processo produtivo para minimizar o desperdício, mapear o workflow das equipes de trabalho para garantir a otimização do uso de recursos, como energia elétrica e água, priorizar produtos com o “selo verde” e tornar a cadeia de produção inteira uma economia circular.

Essa certificação verde será cada vez mais respeitada no mercado, pois identifica produtos, bens ou serviços guiados para a geração de valor desde a sua criação até o descarte, sem causar danos ao meio ambiente e aos contextos sociais em que se encontram.

6. Aumento da rede de fornecedores

Expandir a rede de contatos é uma boa estratégia para negócios que querem reduzir a dependência criada quando poucos fornecedores são responsáveis pelo oferecimento de bens e recursos aos quais o funcionamento do negócio está atrelado.

Dessa maneira, quando algum imprevisto acontecer, não haverá paradas na produção, que geram taxas de ociosidade, custos e perda de credibilidade no mercado de atuação. Estreitar a relação com os fornecedores também é uma tendência que surge com a exigência do mercado por customização e melhores experiências de consumo. Não podemos esquecer que, no modelo B2B (business to business) uma das partes sempre será o cliente mesmo que a relação seja mantida entre pessoas jurídicas. Por isso, parceiros de negócio também devem priorizar uma relação mais amistosa e não aquele modelo antiquado baseado no tratamento meramente comercial.

Quando há confiança durante a negociação, as pessoas sentem-se mais livres para, por exemplo, sugerir um produto ou serviço mais adequado para aquela situação específica, que pode não ser tão lucrativa, mas vai agregar valor em longo prazo.

Por exemplo, uma empresa que consome a mesma quantidade de insumos há anos, por um motivo específico, teve sua demanda reduzida e precisou fazer um pedido menor. Ao perceber essa redução, o fornecedor toma a liberdade de perguntar se ocorreu algum problema e, ao ser informado da razão, decide facilitar o pagamento, diferentemente do que já é praticado, para ajudar o seu cliente.

A relação é transformada a partir desse momento, pois a empresa sente que tem mais flexibilidade de consumo. Assim, sempre que tiver a oportunidade de mudar de fornecedor, vai pensar duas vezes antes de efetivar essa alteração.

7. Digitalização

Aderir à digitalização não como um recurso localizado, mas como algo que integra todo o processo do setor de compras é fundamental para todos os itens anteriores. A digitalização facilita a automatização, o processamento de dados e informações, reduz o tempo gasto e, com isso, essa tecnologia possibilita uma visão global e planificada dos processos, o que ajuda a elaborar melhor a previsão de riscos e a visualizar de maneira mais clara a sinergia com os outros departamentos.

É verdade que esse envolvimento com as tecnologias e com a procura de soluções eficazes já faz parte das tendências para o setor de compras e também parte das atribuições do gestor, mas a velocidade com que as mudanças precisarão ser incorporadas para a manutenção da competitividade da empresa no mercado tende a aumentar, assim como o desafio de se adaptar a elas. Por isso, mantenha-se informado e atualizado!

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