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Cadeia de Suprimentos

Explorando o Potencial Competitivo: o que é Resource-Based View (RBV)

Voltar | Por Efcaz 9/1/2026

A busca incessante por vantagem competitiva e sustentabilidade é uma constante no cenário empresarial contemporâneo. Em meio a esse contexto, o Resource-Based View (RBV) surge como uma abordagem estratégica intrigante que transcende as tradicionais análises de mercado.  

A seguir, compreenda melhor o que é o RBV e como esta abordagem redefine a gestão de recursos, tanto internos quanto externos, além da importância da relação da empresa com seus stakeholders e como os recursos influenciam na capacidade de produção.  

O que é Resource-Based View?  

O Resource-Based View (RBV) é uma abordagem estratégica que se destaca pela sua ênfase na gestão eficaz dos recursos de uma organização como meio fundamental para alcançar vantagem competitiva. Esta perspectiva estratégica, consolidada nas últimas décadas, destaca a importância de compreender e otimizar os recursos internos de uma organização para alcançar uma vantagem competitiva sustentável.  

Na RBV, a estratégia não é apenas moldada pelas condições de mercado externo, mas também pela riqueza e singularidade dos recursos que a empresa possui internamente, que para esta abordagem, é o ponto crucial, juntamente com a gestão de recursos nas organizações.  

De maneira mais simples e prática, a RBV tem o poder de contribuir para a tomada de decisões, já que ela é centrada em avaliar as forças e fraquezas da empresa, sendo aspectos controláveis que causam grande impacto na estratégia e no know how da empresa. Nesse sentido, esta abordagem destaca que os recursos de uma empresa podem ser fontes de vantagem competitiva duradoura, se adequadamente cultivados e alinhados com a estratégica. Esses recursos podem incluir ativos tangíveis, como instalações físicas, e ativos intangíveis, como conhecimento especializado e cultura organizacional.  

Distinção entre recursos tangíveis e intangíveis 

Na RBV, os recursos são entendidos como todos os ativos que a empresa possui, incluindo as suas capacidades, processos, informações e conhecimentos construídos e aprimorados ao longo do tempo. Nesse sentido, os recursos tangíveis são aqueles que se referem a ativos físicos e palpáveis que uma empresa possui, como instalações físicas, equipamentos, tecnologia, propriedades e inventário.  

Cada um destes elementos representa uma forma concreta de ativo que pode ser avaliada em termos de valor e contribuição para os objetivos estratégicos. Por exemplo, um parque industrial moderno pode ser considerado um recurso tangível valioso, que proporciona eficiência operacional e capacidade de produção.  Avaliar o impacto desses recursos tangíveis no desempenho organizacional envolve a análise de eficiência operacional, custos associados e a capacidade de diferenciação no mercado. Ou seja: recursos tangíveis bem geridos resultam em processos mais eficientes, redução de custos e maior competitividade.  

Já os recursos intangíveis são aqueles que, ao contrário dos recursos tangíveis, são ativos não físicos que contribuem para a vantagem competitiva da empresa, como por exemplo, reputação de marca, capital intelectual, cultura empresarial e inovação. Uma cultura organizacional que promove a inovação e o capital intelectual pode ser um recurso muito valioso que impulsiona a criatividade e a adaptação a mudanças no ambiente de negócios.  Neste caso, a contribuição dos recursos intangíveis para a vantagem competitiva está diretamente ligada à singularidade e raridade desses ativos. A RBC destaca a capacidade de uma empresa de cultivar uma cultura única, gerenciar o conhecimento de forma eficaz e inovar continuamente como fonte de vantagem competitiva sustentável.  

Leia também: Tendências e desafios da gestão da cadeia de suprimentos

Avaliação de desempenho de fornecedores na RBV 

Para a RBV, a relação entre os recursos fornecidos pelos fornecedores e o desempenho da organização é essencial para a construção de estratégias eficazes. Essa interconexão é baseada na premissa de que os recursos externos, quando alinhados estrategicamente, podem se tornar fontes valiosas de vantagem competitiva.  A qualidade e a disponibilidade dos recursos fornecidos podem impactar diretamente na qualidade dos produtos ou serviços, tal como na eficiência operacional, inovação e capacidade de adaptação da organização às mudanças no ambiente de negócios.  

Por isso, a RBV destaca a necessidade de uma avaliação criteriosa de todos os itens, além da gestão estratégica de recursos para otimizar o desempenho organizacional. Nesse contexto, existem alguns métodos e métricas específicas para avaliar o desempenho dos fornecedores, garantindo uma análise abrangente e alinhada com os objetivos estratégicos da organização.  

Quanto à qualidade dos recursos, é possível avaliá-los sob a perspectiva da adequação e da qualidade de todo o material fornecido em relação às necessidades específicas da organização, tal como considerar a capacidade que estes recursos possuem para complementar a produção e a capacidade técnica das organizações.  

Análise do desempenho dos clientes na perspectiva do RBV 

Na perspectiva do RBV, os clientes são considerados não apenas como compradores, mas como fontes valiosas de recursos e ativos que podem impulsionar a vantagem competitiva de uma empresa. Ele destaca que a contribuição dos clientes são considerados não apenas como compradores, mas como fontes valiosas de recursos e ativos que podem impulsionar a vantagem competitiva de uma empresa. Assim, esta abordagem destaca que a contribuição dos clientes vai além das transações comerciais e inclui elementos intangíveis, como lealdade, feedback e até mesmo o potencial de cocriação de valor.  

A análise do desempenho de clientes envolve compreender como os clientes contribuem para a eficácia operacional, inovação e adaptação da organização. A qualidade da interação e a capacidade de satisfazer as necessidades específicas dos clientes são consideradas recursos estratégicos que podem diferenciar uma empresa no mercado. Dessa forma, para potencializar a interação cliente-empresa dentro desta perspectiva, é crucial adotar estratégias que valorizem e otimizem os recursos proporcionados pelos clientes.  

Algumas abordagens de análise dos clientes podem considerar a personalização de serviços, avaliando a adaptação de produtos e serviços para atender às necessidades e agregar valor à marca.  Neste tipo de abordagem, é possível utilizar a análise de dados, históricos e avaliação de tendências e comportamento dos consumidores, compreendendo o que é importante, tal como o que agrega valor e atende às suas necessidades.  

Outro ponto que merece destaque é a possibilidade de construir canais eficazes de comunicação para a coleta de feedback e até mesmo a aplicação da pesquisa de satisfação, contribuindo para a construção de relacionamentos duradouros entre empresa e consumidor.  

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