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19 de março de 2021

4 min de leitura


As tendências para o setor de compras impactam diretamente na atividade do gestor. Confira as 7 principais tendências acessando o artigo completo.

As rotinas do setor de compras impactam diretamente a eficiência organizacional e a rentabilidade da empresa: diz-se que o empreendedor que sabe comprar ganha duas vezes! Esse departamento também é responsável por comparar fornecedores, firmar contratos, administrar os processos que garantem as fontes de suprimentos do negócio e atestar a qualidade dos serviços e produtos comercializados.

Considerando que estamos em uma época de grande transformação na maneira como a empresa se relaciona com seus parceiros, fornecedores e clientes, a importância do setor aumenta, uma vez que as organizações precisarão se adaptar aos novos modelos de negociação, operação e aquisição.

Nesse contexto, os critérios de homologação e qualificação de fornecedores serão cruciais para se adaptar sem correr riscos desnecessários. Mas o impacto não está limitado a esse aspecto. Continue a leitura e confira os sete pontos que merecem a sua atenção!

1. Busca pela otimização

Fazer mais com menos sempre foi um objetivo e faz parte das tendências para o setor de compras. Porém, isso deve se intensificar. Além da crescente incorporação de sistemas eletrônicos de compra, há uma preocupação significativa no sentido de garantir sustentabilidade e assimilar novas tecnologias.

Os meios de pagamento prometem uma revolução nas relações comerciais e os gestores enfrentam o desafio de incorporar essas mudanças com agilidade. A busca por economia continuará sendo importante em todos os seus detalhes.

2. Aumento da agilidade

Os gestores também precisarão se esforçar na automatização de processos e procedimentos a fim de aumentar a produtividade, diminuir prazos, melhorar a comunicação e o registro de dados. Nesse sentido, o desafio será manter-se atualizado em relação às novas tecnologias que influenciam a produtividade do próprio setor e ainda dar apoio a outros departamentos.

Isso ocorre porque, como o aumento da agilidade está ligado à tecnologia, algumas compras envolverão conhecimento técnico de outras áreas, aumentando a importância de estabelecer uma boa sinergia com os vários departamentos.

3. Aprimoramento da operação

A gestão da operação do departamento de compras vai exigir o desenvolvimento de novas formas de gerenciar as informações sobre os fornecedores, as métricas de desempenho para qualificação e a tomada de decisão.

A tendência é que os sistemas de controle evoluam cada vez mais e assumam um papel ainda mais estratégico na manutenção da competitividade. Isso vai alterar a forma como os gestores trabalham porque as informações se tornarão cada vez mais conclusivas e o processo de decisão, mais automático.

Para aproveitar essa oportunidade, as operações deverão estar devidamente padronizadas e estruturadas e o gestor precisará cada vez mais da sua capacidade analítica e do seu foco estratégico.

4. Postura colaborativa entre empresas

Os gestores também estarão diante de uma nova forma de se relacionar com fornecedores. As empresas tendem a unir suas capacidades e competências para melhorar o desempenho de ambas.

A integração entre sistemas e outros recursos tecnológicos facilitará essa aproximação. Para que ela tenha efeito, a capacidade de liderança dos gestores será mais exigida e o setor precisará se preocupar mais em administrar diferenças e aproveitar as afinidades de propósito, cultura e valores.

5. Consciência sobre o desperdício

A responsabilidade ambiental é um assunto amplamente discutido nos dias de hoje, principalmente com o aumento da consciência dos clientes em relação ao seu consumo. Mas optar por fornecedores que orientam seus processos para a sustentabilidade é apenas o começo.

Será preciso mudar todo o processo produtivo para minimizar o desperdício, mapear o workflow das equipes de trabalho para garantir a otimização do uso de recursos, como energia elétrica e água, e, ainda, priorizar produtos com o “selo verde”.

Essa certificação verde será cada vez mais respeitada no mercado, pois identifica produtos, bens ou serviços guiados para a geração de valor desde a sua criação até o descarte, mas sem causar danos ao meio ambiente.

6. Aumento da rede de fornecedores

Expandir a rede de contatos é uma boa estratégia para negócios que querem reduzir a dependência criada quando poucos fornecedores são responsáveis pelo oferecimento de bens e recursos aos quais o funcionamento do negócio está atrelado. Dessa maneira, quando algum imprevisto acontecer, não haverá paradas na produção, que geram taxas de ociosidade, custos e perda de credibilidade no mercado de atuação.

Estreitar a relação com os fornecedores também é uma tendência que surge com a exigência do mercado por customização e melhores experiências de consumo. Não podemos esquecer que, no modelo B2B (business to business) uma das partes sempre será o cliente mesmo que a relação seja mantida entre pessoas jurídicas. Por isso, parceiros de negócio também devem priorizar uma relação mais amistosa e não aquele modelo antiquado baseado no tratamento meramente comercial.

Quando há confiança durante a negociação, as pessoas sentem-se mais livres para, por exemplo, sugerir um produto ou serviço mais adequado para aquela situação específica, que pode não ser tão lucrativa, mas vai agregar valor em longo prazo.

Por exemplo, uma empresa que consome a mesma quantidade de insumos há anos, por um motivo específico, teve sua demanda reduzida e precisou fazer um pedido menor. Ao perceber essa redução, o fornecedor toma a liberdade de perguntar se ocorreu algum problema e, ao ser informado da razão, decide facilitar o pagamento, diferentemente do que já é praticado, para ajudar o seu cliente.

A relação é transformada a partir desse momento, pois a empresa sente que tem mais flexibilidade de consumo. Assim, sempre que tiver a oportunidade de mudar de fornecedor, vai pensar duas vezes antes de efetivar essa alteração.

7. Adoção de tecnologia

Talvez, a maior tendência para o setor de compras seja a adoção de tecnologia. Existem muitas rotinas que podem ser facilitadas pelo uso de soluções inovadoras, principalmente as que estão relacionadas à cadeia de suprimentos.

Quando uma empresa adquire um produto, o fornecedor é obrigado a disponibilizar a nota fiscal. Atualmente, grande parte dos negócios efetiva essa relação de compra e venda por meio da nota fiscal eletrônica.

Para o setor de compras, a atividade mais cansativa e passível de erros é o lançamento de notas fiscais. E, se a apuração tributária da empresa não for realizada adequadamente, multas e juros podem ser aplicados e onerar o fluxo de caixa de forma irreversível.

Com um sistema de gestão, é possível automatizar esse lançamento por meio do arquivo XML e minimizar a ocorrência desses erros e suas consequências para a empresa. Além disso, algumas ferramentas realizam o cálculo automático do preço de venda sobre o preço de compra, quando a margem de lucro é predeterminada, reduzindo os custos com profissionais que seriam contratados para essa função. Esse é apenas um exemplo de rotina que pode ser otimizada.

Essas tendências para o setor de compras terão grande impacto no dia a dia do gestor por promoverem inovação de forma integrada e aprimorarem outros processos da empresa.

É verdade que esse envolvimento já faz parte das atribuições do gestor, mas a velocidade com que as mudanças precisarão ser incorporadas tende a aumentar, assim como o desafio de se adaptar a elas. Por isso, mantenha-se informado e atualizado!

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