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Gestão de Risco

Fraudes nas empresas : Veja os principais riscos e proteja-se

Voltar | Por Efcaz 10/7/2026

As fraudes nas empresas estão entre os fatores que mais prejudicam a saúde de um negócio e os riscos se intensificam na cadeia de suprimentos: fornecedores fantasmas, superfaturamento e conluios são algumas das ameaças. Pequenas e médias empresas são as mais vulneráveis, mas é possível se proteger. Neste artigo, você conhece os principais tipos de fraude e aprende medidas práticas para preveni-las, desde a qualificação de parceiros até o monitoramento contínuo.

As fraudes estão entre os fatores que causam maiores prejuízos à saúde financeira e operacional das empresas. Segundo a Associação de Examinadores de Fraude Certificados (ACFE), organizações em todo o mundo perdem cerca de 5% de sua receita anual com atos fraudulentos. 

Este impacto, no Brasil, pode ser ainda maior devido a lacunas de governança e baixa transparência na cadeia de suprimentos.

Os danos, porém, não param no prejuízo financeiro. A imagem do negócio, a credibilidade perante clientes e parceiros e a reputação da marca também sofrem abalos profundos, muitas vezes irreversíveis. 

Consequências como perda de contratos, dificuldade para atrair investidores e aumento da fiscalização regulatória geram impactos diretos na lucratividade e na continuidade do negócio.

Para se prevenir da melhor maneira, não basta apenas desconfiar: é essencial conhecer os principais tipos de fraude, suas especificidades e os sinais de alerta. 

A melhor forma de evitá-las é combinar conhecimento técnico com ferramentas de monitoramento, especialmente na relação com terceiros, área historicamente vulnerável a fornecedores fantasmas, superfaturamento, conluios entre colaboradores e parceiros, e pagamentos duplicados ou não autorizados.

Abaixo, listamos as fraudes mais recorrentes no universo corporativo, com exemplos práticos, e apresentamos estratégias eficazes para combatê-las, desde a due diligence na qualificação de fornecedores até o uso de tecnologia para auditoria contínua e segregação de funções. Entenda e proteja seu negócio.

O que é uma fraude?

A fraude é uma ação ou omissão intencional ou, em alguns casos, decorrente de negligência grave, que visa lesar a empresa, seus sócios, colaboradores ou terceiros, geralmente com o objetivo de obter vantagens financeiras ilegítimas. Ela se caracteriza pelo engano, pela quebra de confiança e pela exploração de brechas nos controles internos.

Qualquer estrutura organizacional possui vulnerabilidades, e é por meio delas que as fraudes se concretizam. 

Essas vulnerabilidades podem estar em processos mal definidos, falta de segregação de funções, ausência de auditoria ou até mesmo em relações pouco transparentes com fornecedores e parceiros.

As fraudes podem ser classificadas em dois grandes grupos:

  • Fraudes internas: provocadas por pessoas que fazem parte da estrutura do negócio, como funcionários, gestores ou terceiros com acesso privilegiado. Exemplos: desvio de recursos, falsificação de notas fiscais, pagamentos a fornecedores fantasmas com conluio interno, ou adulteração de relatórios financeiros.
  • Fraudes externas: cometidas por agentes de fora da organização, como fornecedores inidôneos, clientes ou criminosos cibernéticos. Exemplos: ataques hackers (phishing, ransomware), propostas superfaturadas, documentos falsificados em processos de cadastro, ou esquemas de facturas falsas.

Compreender essa diferença é essencial para desenhar estratégias de prevenção eficazes, pois as medidas contra fraudes internas nem sempre funcionam para ameaças externas, e vice-versa.

Quem são as principais vítimas de fraudes?

Ao contrário do que se possa pensar, vários agentes podem ser vítimas de fraudes no ambiente organizacional. Ou seja, a fraude não se limita à pessoa jurídica, mas se estende a acionistas, sócios e a toda a cúpula gerencial. Além disso, diversos outros agentes corporativos podem ser afetados pelas fraudes, tais como:

  • Fornecedores: através do descumprimento de obrigações financeiras;
    ● Clientes: através da entrega de produtos em condições distintas das que foram ofertadas inicialmente;
    ● instituições financeiras: por meio da falsificação de assinaturas, antecipação de recebíveis não realizados, entre outros;
    ● governo: por meio da sonegação fiscal;
    ● prestadores de serviço: descumprimento de cláusulas contratuais, ações para dificultar o andamento dos serviços solicitados etc.

Quais são as propriedades mais lesadas pela prática de fraudes?

Valores monetários são as propriedades mais visadas pelos fraudadores, mas, além disso, a empresa também pode ser lesada por meio de:

  • documentos importantes, que podem ser compartilhados de forma maliciosa e até sequestrados digitalmente;
    ● títulos de créditos e de ações da bolsa;
    ● bens móveis, imóveis e semoventes;
    ● insumos, matérias-primas e materiais diversos, que podem ser limitados a ponto de exigirem paradas prejudiciais ao custo de oportunidade da empresa;
    ● produtos acabados que podem ser roubados, ou terem suas características alteradas propositalmente;
    ● demonstrações financeiras e contábeis, relatórios e fichas de controles;
    ● certidões, atestados e declarações diversos;
    ● contratos, distratos e alterações contratuais;
    ● correspondências, apólices de seguros, registros de propriedade, marcas e patentes etc.

Quais são as consequências das fraudes nas empresas?

As fraudes são altamente prejudiciais e provocam, além das perdas financeiras, um clima de insegurança no ambiente organizacional, interferem na credibilidade e na imagem da empresa, bem como na sua lucratividade

No âmbito gerencial, por exemplo, as desconfianças recaem sobre a capacidade de liderança dos administradores, especialmente quando a imagem da empresa é maculada junto ao seu público consumidor.

Quais são as principais fraudes nas empresas?

Dentre as principais fraudes nas empresas, destacam-se:

  • furto: acontece, por exemplo, quando algum membro da empresa leva um documento ou ativo para sua residência;
    ● desvio financeiro: quando qualquer valor realizado por empresa pública ou privada tem seu fluxo alterado, em relação ao que seria comum pela atividade do negócio;
    ● apropriação indébita: nesse caso, não acontece a subtração do bem, mas sua utilização sem o consentimento do proprietário. No âmbito corporativo, pode ser o uso do veículo da empresa, com o funcionário passando-se como dono do carro, por exemplo;
    ● sabotagem: nesse caso, alguém planeja causar um prejuízo à empresa, sem nem mesmo se beneficiar, ou seja, com intuito apenas de prejudicar o negócio. Também pode abranger a omissão nas atividades laborais, como quando uma máquina tem um parafuso afrouxado justamente para viabilizar a iminência da quebra;
    ● desperdício voluntário: a busca organizacional por eficiência deve condenar qualquer ação em que haja desperdício de recursos ou insumos (água, alimentos, energia elétrica, aparas industriais etc.)

Como se proteger? Mecanismos de controle interno

Por meio de controles internos rígidos e da identificação do perfil de um fraudador, as empresas aumentam significativamente sua capacidade de prevenção. 

Dados da ACFE mostram que a maioria das fraudes é cometida por pessoas que conhecem profundamente os processos, os sistemas ou os ativos que serão lesados — muitas vezes, ocupam cargos de confiança ou estão há anos na organização.

Diante disso, investir em processos seletivos rigorosos é essencial, incluindo verificação de antecedentes, checagem de referências e, quando cabível, análise de idoneidade de sócios. 

Igualmente importante é realizar treinamentos periódicos e efetivos, que deixem claras as diretrizes éticas, o código de conduta e as consequências de violações.

Para aprimorar os mecanismos de controle interno, três pilares se destacam:

  • Implementação de práticas de compliance na cultura do negócio, com políticas claras de prevenção à corrupção, conflito de interesses e due diligence de fornecedores e parceiros.
  • Segregação de funções, evitando que uma mesma pessoa autorize, execute e confira uma transação financeira ou o cadastro de um novo fornecedor.
  • Auditorias internas sistemáticas, que ajudam a identificar fraudes já existentes, monitorar a conformidade das tarefas em períodos determinados e testar a eficácia dos controles. Quanto mais rápidas forem as auditorias (contínuas ou surpresa), menor o prejuízo.

Canais de denúncia acessíveis e protegidos (como ouvidorias ou hotlines anônimas) são uma das ferramentas mais eficazes para detectar irregularidades precocemente — muitas fraudes vêm à tona por relatos de colegas, não por auditoria.

No contexto de gestão de fornecedores, inclua cláusulas contratuais que permitam auditoria na prestadora, exija documentos atualizados e cruze dados como CNPJ, endereço e faturamento declarado com fontes oficiais. 

A tecnologia é uma grande aliada: softwares de monitoramento contínuo conseguem apontar indícios como fornecedores inativos, propostas muito acima do mercado ou pagamentos duplicados.

Plano de gestão de riscos

Elaborar um bom plano de gestão de riscos faz toda a diferença na proteção contra fraudes. Ele ajuda a mapear e conhecer as vulnerabilidades da estrutura organizacional — desde processos internos frágeis até lacunas na relação com terceiros — e a criar medidas de prevenção antes que uma irregularidade ocorra.

Um plano eficaz deve, no mínimo:

  • Identificar e classificar os riscos (financeiros, reputacionais, operacionais e de compliance), considerando tanto fraudes internas quanto externas, como fornecedores inidôneos ou ataques cibernéticos.
  • Mensurar os impactos potenciais em termos financeiros e de continuidade do negócio, definindo o apetite a risco da empresa.
  • Estabelecer controles preventivos e detectivos, como segregação de funções, auditorias periódicas, due diligence de parceiros e monitoramento eletrônico de transações.
  • Definir um conjunto claro de ações de resposta para o caso de a fraude se concretizar, incluindo quem acionar (comitê de crise, jurídico, auditoria interna), como coletar evidências e quando comunicar autoridades ou clientes.

Com isso, as soluções são aplicadas, os prejuízos reduzidos e os impactos contidos da maneira mais rápida e organizada possível. 

Um plano bem estruturado não evita 100% das fraudes, mas ameniza múltiplos danos, desde os financeiros, reputacionais e até legais, e acelera a recuperação da saúde do negócio. 

No contexto de gestão de fornecedores, inclua no plano a obrigatoriedade de reavaliação periódica de todos os parceiros críticos e a simulação de cenários (ex.: falência de um fornecedor‑chave ou descoberta de fraude em sua documentação).

Invista em tecnologia

Segundo a Price Waterhouse Coopers (PwC), em relatório intitulado Tirando a fraude das sombras: Pesquisa global sobre fraudes e crimes econômicos, 52% das empresas investiram em ferramentas de tecnologia e análise de dados para mitigar suas ocorrências.

A tecnologia certamente é a principal aliada tanto para prevenir fraudes internas quanto externas. As soluções digitais ajudam a monitorar as tarefas, a fortalecer a segurança, centralizar informações, controlar o acesso às informações e dados sigilosos, entre outras coisas.

Grande parte das fraudes nas empresas é cometida por quem conhece muito bem os processos ou a propriedade fraudados, em relação aos métodos de controle e monitoramento e vulnerabilidades.

Por exemplo, a plataforma especializada de gestão de fornecedores da EFCAZ, te ajuda a checar informações e certificação dos fornecedores em apenas alguns clicks e com segurança garantida. Além disso, através dela é possível monitorar as atividades e mensurar o desempenho de toda a rede de parceiros.

Então, para evitar fraudes nas empresas, é necessário desenvolver um processo seletivo mais rígido e implementar práticas de compliance na cultura organizacional, além de usar tecnologia para aumentar o controle e a possibilidade de auditoria sobre os processos.

Quer mais segurança e agilidade no seu negócio?

Aqui você confere como gerir o relacionamento com os fornecedores de forma adequada ajuda a evitar prejuízos.

Confira as soluções digitais de ponta que a EFCAZ tem para o seu negócio e entenda como a tecnologia pode ajudar na mitigação dessas ameaças e na tomada de decisão no negócio!

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