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Cadeia de Suprimentos

7 principais tendências para o setor de compras e impactos para o gestor

Voltar | Por Efcaz 22/3/2026

As tendências para o setor de compras impactam diretamente na atividade do gestor. Confira as 7 principais tendências acessando o artigo completo.

As tendências para o setor de compras impactam diretamente a eficiência organizacional e a rentabilidade da empresa: diz-se que o empreendedor que sabe comprar ganha duas vezes! Esse departamento também é responsável por comparar fornecedores, firmar contratos, administrar os processos que garantem as fontes de suprimentos do negócio e atestar a qualidade dos serviços e produtos comercializados.

Considerando que estamos em uma época de grande transformação na maneira como as empresas se relacionam com seus parceiros, fornecedores e clientes, a importância desse setor só aumenta, uma vez que as organizações precisarão se adaptar aos novos modelos de negociação, operação e aquisição.

Nesse contexto, os critérios de homologação e qualificação de fornecedores são cruciais para se adaptar às novas tendências sem correr riscos desnecessários. Mas o impacto não está limitado a esse aspecto. Por isso, separamos os sete pontos que merecem a sua atenção!

1. Adoção de tecnologia

A maior tendência para o setor de compras é a adoção de tecnologia. Existem muitas rotinas que podem ser facilitadas pelo uso de soluções inovadoras, principalmente as que estão relacionadas à cadeia de suprimentos.

Quando uma empresa adquire um produto, o fornecedor é obrigado a disponibilizar a nota fiscal. Atualmente, grande parte dos negócios efetiva essa relação de compra e venda por meio da nota fiscal eletrônica

Para o setor de compras, a atividade mais cansativa e passível de erros é, justamente, o lançamento de notas fiscais. E, se a apuração tributária da empresa não for realizada adequadamente, multas e juros podem ser aplicados e onerar o fluxo de caixa de forma irreversível.

Com um sistema de gestão, é possível automatizar o lançamento de notas por meio do arquivo XML e, assim, minimizar a ocorrência dos erros, o que também reduz as consequências negativas e possíveis onerações para a empresa.

Além disso, um exemplo de otimização da rotina com o uso de tecnologia são as ferramentas que realizam o cálculo automático do preço de venda sobre o preço de compra quando a margem de lucro é predeterminada, reduzindo os custos com profissionais que seriam contratados para essa função.

Essas tendências para o setor de compras terão grande impacto no dia a dia do gestor por promoverem inovação de forma integrada e aprimorarem outros processos da empresa.

2. Investimento em Machine Learning

Fazer mais com menos sempre foi um objetivo e faz parte das tendências de otimização para o setor de compras. Porém, isso deve se intensificar. Nesse sentido, o investimento no chamado machine learning, ou seja, na automatização dos processos, tem sido robusto no setor.

Assim como no caso das emissões de notas fiscais, essas tecnologias também permitem reduzir o tempo gasto em relação a diversos processos feitos manualmente e tornam a gestão dos fornecedores mais ágil, ao mesmo tempo que permite uma análise de dados mais precisa, contribuindo para a gestão e diminuição dos riscos.

Esse engajamento dos gestores com novas tecnologias e soluções inovadoras aumenta a produtividade, diminui os prazos, melhora a comunicação e o próprio registro de dados. Nesse sentido, o desafio será manter-se sempre atualizado em relação às novas tecnologias que influenciam a produtividade do próprio setor e ainda dar apoio a outros departamentos.

Os meios de pagamento também prometem uma revolução nas relações comerciais. Os gestores enfrentam o desafio de incorporar essas mudanças com agilidade, assimilando novas tecnologias. A busca por economia e previsão de riscos continuará sendo importante em todos os seus detalhes.

O aumento da agilidade está ligado à tecnologia, de modo que algumas compras envolvem conhecimento técnico de outras áreas, aumentando a importância de estabelecer uma boa sinergia com os vários departamentos.

Assim, se manter atualizado e adaptável é o que garante a agilidade contínua no ramo.

3. Aprimoramento da operação

A gestão da operação do departamento de compras vai exigir o desenvolvimento de novas formas de gerenciar as informações sobre os fornecedores, as métricas de desempenho para qualificação e a tomada de decisão.

A tendência é que os sistemas de controle evoluam cada vez mais e assumam um papel ainda mais estratégico na manutenção da competitividade. Isso vai alterar a forma como os gestores trabalham, porque as informações se tornarão cada vez mais conclusivas e o processo de decisão, mais automáticos.

Para aproveitar essa oportunidade, as operações deverão estar devidamente padronizadas e estruturadas e o gestor precisará, cada vez mais, da sua capacidade analítica e do seu foco estratégico.

4. Postura colaborativa entre empresas

Os gestores também estarão diante de uma nova forma de se relacionar com fornecedores. As empresas tendem a unir suas capacidades e competências para melhorar o desempenho de ambas.

A integração entre sistemas e outros recursos tecnológicos facilitará essa aproximação. Para que ela tenha efeito, a capacidade de liderança dos gestores será mais exigida e o setor precisará se preocupar mais em administrar diferenças e aproveitar as afinidades de propósito, cultura e valores.

5. Consciência sobre o desperdício e adoção da economia circular

A responsabilidade ambiental e a adoção de práticas sustentáveis é um assunto amplamente discutido nos dias de hoje, principalmente com o aumento da consciência dos clientes em relação ao seu consumo. A gestão de fornecedores e verificação da compliance é um dos pontos mais importantes para garantir que a relação entre empresa e fornecedores se paute de acordo com essa tendência ecológica. Mas optar por fornecedores que orientem seus processos para a sustentabilidade é apenas o começo.

Será preciso mudar todo o processo produtivo para minimizar o desperdício, mapear o workflow das equipes de trabalho para garantir a otimização do uso de recursos, como energia elétrica e água, priorizar produtos com o “selo verde” e tornar a cadeia de produção inteira uma economia circular.

Essa certificação verde será cada vez mais respeitada no mercado, pois identifica produtos, bens ou serviços guiados para a geração de valor desde a sua criação até o descarte, sem causar danos ao meio ambiente e aos contextos sociais em que se encontram.

6. Aumento da rede de fornecedores

Expandir a rede de contatos é uma boa estratégia para negócios que querem reduzir a dependência criada quando poucos fornecedores são responsáveis pelo oferecimento de bens e recursos aos quais o funcionamento do negócio está atrelado.

Dessa maneira, quando algum imprevisto acontecer, não haverá paradas na produção, que geram taxas de ociosidade, custos e perda de credibilidade no mercado de atuação. Estreitar a relação com os fornecedores também é uma tendência que surge com a exigência do mercado por customização e melhores experiências de consumo. Não podemos esquecer que, no modelo B2B (business to business) uma das partes sempre será o cliente mesmo que a relação seja mantida entre pessoas jurídicas. Por isso, parceiros de negócio também devem priorizar uma relação mais amistosa e não aquele modelo antiquado baseado no tratamento meramente comercial.

Quando há confiança durante a negociação, as pessoas sentem-se mais livres para, por exemplo, sugerir um produto ou serviço mais adequado para aquela situação específica, que pode não ser tão lucrativa, mas vai agregar valor em longo prazo. Estreitar a relação com os fornecedores também é uma tendência que surge com a exigência do mercado por customização e melhores experiências de consumo.

Por exemplo, uma empresa que consome a mesma quantidade de insumos há anos, por um motivo específico, teve sua demanda reduzida e precisou fazer um pedido menor. Ao perceber essa redução, o fornecedor toma a liberdade de perguntar se ocorreu algum problema e, ao ser informado da razão, decide facilitar o pagamento, diferentemente do que já é praticado, para ajudar o seu cliente.

A relação é transformada a partir desse momento, pois a empresa sente que tem mais flexibilidade de consumo. Assim, sempre que tiver a oportunidade de mudar de fornecedor, vai pensar duas vezes antes de efetivar essa alteração.

Planilha Avaliação de Fornecedores

7. Digitalização

Aderir à digitalização não como um recurso localizado, mas como algo que integra todo o processo do setor de compras é fundamental para todos os itens anteriores. A digitalização facilita a automatização, o processamento de dados e informações, reduz o tempo gasto e, com isso, essa tecnologia possibilita uma visão global e planificada dos processos, o que ajuda a elaborar melhor a previsão de riscos e a visualizar de maneira mais clara a sinergia com os outros departamentos.

É verdade que esse envolvimento com as tecnologias e com a procura de soluções eficazes já faz parte das tendências para o setor de compras e também parte das atribuições do gestor, mas a velocidade com que as mudanças precisarão ser incorporadas para a manutenção da competitividade da empresa no mercado tende a aumentar, assim como o desafio de se adaptar a elas. Por isso, mantenha-se informado e atualizado!

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