Nos últimos anos, tem havido um aumento significativo na conscientização sobre questões ambientais, sociais e de governança corporativa- os três pilares do ESG. Esta conscientização, uma forte tendência para todo o mercado corporativo em 2023, também se reflete na maneira que as empresas realizam a gestão de fornecedores e na reputação que elas constroem perante os seus stakeholders. Pensando nisso, vamos falar sobre como a gestão pode fazer toda a diferença na sustentabilidade da sua empresa, utilizando o ESG como premissa para a construção de estratégias organizacionais.
Antes de qualquer coisa, é importante compreender o que é o ESG e por que ele vem ganhando espaço nas organizações. A sigla ESG vem do inglês Environmental, Social and Governance, que significa Ambiental, Social e Governança, em português. Esse conceito é bastante antigo e está relacionado com o contexto da Guerra do Vietnã, mas voltou à tona a partir de 2007. Nesta época, foram criados os green bonds, títulos emitidos com o objetivo de melhorar a preservação ao meio ambiente. Para se ter noção do impacto, um estudo da PwC mostra que 57% dos ativos de fundos mútuos serão ESG até 2025. Isso significa um montante de 7,6 trilhões de euros. Observe então que o ESG orienta as empresas a se tornarem muito mais competitivas.
Sendo assim, podemos afirmar que os conceitos centrais que compõem o ESG podem ser entendidos como uma série de padrões que as empresas utilizam para selecionar os seus fornecedores, considerando os aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa. A seguir, falaremos sobre cada um deles detalhadamente.
O E de ESG está ligado à questão ambiental, como já foi dito. Neste aspecto, existe a preocupação em exercer práticas como a redução de emissão de gases de efeito estufa, gestão adequada de resíduos, uso responsável de recursos naturais, dentre outros. Assim, as empresas que se preocupam com o meio ambiente são muito mais valorizadas pelos investidores, pois demonstram responsabilidade com o planeta e com as gerações futuras.
Esse tema é tão importante para as empresas que o próprio Philip Kotler, considerado o pai do marketing, já abordou o Marketing 3.0 no seu livro do mesmo nome – lançado em 2010. Essa nova roupagem do marketing tem o foco nas necessidades do consumidor e no desenvolvimento de estratégias sustentáveis e na economia, criando valor e construindo uma experiência emocional ao consumidor. Para Kotler, é essencial que os consumidores consigam enxergar os seus valores em cada detalhe do produto ou serviço oferecido; e, por isso, é essencial que a empresa aprimore os seus processos continuamente.
Já o fator social, entre outros aspectos, avalia a forma como a empresa trata os seus colaboradores, fornecedores, clientes e comunidades em que ela está inserida. Assim, estas empresas se preocupam tanto em criar um ambiente de trabalho adequado quanto criar relações de valor com a comunidade e os fornecedores, apoiando as ações e causas socioculturais.
Dessa forma, as empresas que aplicam o ESG em sua estratégia são focadas em oferecer benefícios aos stakeholders e estabelecer relações justas e transparentes com os fornecedores e clientes, criando uma imagem muito mais positiva junto ao público, além de construir uma cultura organizacional mais forte e engajada.
Quando falamos de governança corporativa, estamos nos referindo à forma como a empresa é gerenciada. E, dentro do ESG, isso evidencia a ética, a transparência e a responsabilidade corporativa. As empresas que aplicam o ESG nas suas estratégias adotam boas práticas de governança, como a definição clara de papéis e responsabilidades, além da divulgação de informações financeiras e de gestão de forma clara e acessível. Também estão presentes dentro do aspecto de governança a criação de políticas de ética e compliance, e claro, os processos de gestão de fornecedores e de todos os aspectos da cadeia de suprimentos, que possuem grande impacto nos processos produtivos organizacionais.
De modo geral, a gestão de fornecedores é uma parte fundamental da cadeia de suprimentos de qualquer empresa e o ESG tem um impacto muito significativo nesse processo. No quesito reputação, quando uma empresa realiza a gestão de fornecedores e avalia o desempenho destes, ela está indo além da qualidade e dos preços dos produtos ou serviços oferecidos.
Assim, a empresa passa a trabalhar apenas com fornecedores que adotam práticas responsáveis, reduzindo assim o risco na sua reputação e garantindo que a cadeia de suprimentos esteja alinhada com os valores e objetivos do ESG. Além disso, ao trabalhar com fornecedores que estão comprometidoscom esta nova perspectiva, as empresas demonstram aos seus clientes e stakeholders que estão assumindo a responsabilidade pelos impactos ambientais e sociais de suas operações.
De fato, a reputação de uma empresa é um ativo valiosíssimo e que pode ser afetada por várias questões. Isso inclui a escolha dos fornecedores e parcerias, pois as empresas que adotam práticas responsáveis em relação ao meio ambiente, sociedade e governança são vistas como mais confiáveis, atraindo muito mais investimentos.
Em contrapartida, as empresas que ignoram as questões de ESG arriscam:
Toda a preocupação e os conceitos trazidos pelo ESG são refletidos na gestão de fornecedores, uma vez que as empresas estão cada vez mais atentas ao impacto que suas operações têm no meio ambiente e na sociedade. Assim, é possível perceber que a cadeia de suprimentos é um elemento chave para o ESG, pois a maneira com que as empresas gerenciam a cadeia de suprimentos é essencial para o bom desempenho organizacional.
Com a gestão de fornecedores, a empresa identifica fornecedores que utilizam matérias-primas de origem duvidosa, tal como mão de obra escrava ou que não respeitam as normas ambientais, o que poderia impactar diretamente na reputação da empresa. Por isso, a gestão de fornecedores deve estar alinhada com os objetivos e com os princípios do ESG. Se você gostou desse conteúdo e deseja saber como melhorar a sua cadeia de suprimentos, leia nosso artigo sobre a economia circular na rede de fornecedores.
Se os 10 Cs da avaliação de fornecedores são uma novidade para você, saiba que eles são como um checklist dos critérios que você deve considerar. Os 10 […]
Novidades de Mercado24/7/2025
Descubra como o SRM pode transformar sua relação com fornecedores e potencializar os resultados do seu negócio. O Supplier Relationship Management (SRM), ou Gestão de Relacionamento com Fornecedores, […]
Novidades de Mercado19/7/2025
Assine nossa newsletter e receba uma série de conteúdos que vão agregar
no dia-a-dia do seu negócio