Voltar | Por Efcaz 30/8/2023
À medida que o mundo continua a enfrentar desafios e incertezas cada vez mais complexos, a gestão de riscos corporativos em 2023 se torna uma prioridade essencial para organizações de todos os setores. Em 2023, em particular, a necessidade de priorizar a gestão de riscos é ainda mais evidente, uma vez que as empresas se encontram diante de um ambiente de negócios em constante evolução e bastante instável A gestão de riscos corporativos abrange uma ampla gama de atividades destinadas a identificar, avaliar e mitigar ameaças que podem afetar negativamente os objetivos e a saúde financeira de uma organização.
Essas ameaças podem variar desde eventos naturais, crises geopolíticas, interrupções operacionais, até ameaças cibernéticas e mudanças regulatórias. Em um mundo interconectado e altamente volátil, a capacidade de antecipar e responder proativamente a esses riscos é fundamental para garantir a sustentabilidade e a resiliência das empresas. Ignorar a gestão de riscos corporativos pode levar a consequências graves, como perda de receita, danos à reputação, multas regulatórias e até mesmo a inviabilidade do negócio.
Neste artigo, vamos te explicar o que é a gestão de riscos corporativos, como ela funciona e porque ela deve ser priorizada em 2023.
A gestão de riscos é um conjunto de atividades coordenadas e organizadas de modo a gerir e controlar a organização, considerando potenciais ameaças e problemas que possam interromper as atividades da empresa. A importância de prever os riscos e as ameaças é tão grande que um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) demonstrou que 80% das empresas brasileiras de capital aberto possuem pessoas responsáveis para lidar com as questões de riscos e conformidades. A partir disso, a gestão de riscos identifica os pontos fracos e vulnerabilidades da empresa, definindo ações e estratégias de intervenção para evitar ou suavizar os impactos destes riscos na organização. Inclusive, uma pesquisa da KPMG identificou que um dos maiores desafios da área de compliance é identificar, avaliar e monitorar aspectos da gestão de riscos, onde os riscos mais preocupantes estão na gestão de contratos, questões trabalhistas e no conflito de interesses.
Para implementar uma gestão de riscos que seja realmente efetiva, é essencial partir de uma análise minuciosa dos pontos fracos e ameaças existentes no ambiente organizacional, para assim criar um planejamento claro, definir papéis e estabelecer um processo que seja efetivo.
O primeiro passo para implementar a gestão de riscos em uma empresa é identificar e avaliar os riscos que podem afetar os negócios. Uma maneira bastante interessante de realizar essa identificação é classificar os riscos detalhadamente, considerando o nível de impacto, elementos do risco, como as ameaças ou eventos, probabilidades, tempo, contexto e controle. Após a identificação, a equipe responsável pela gestão de riscos deve avaliar cada um deles, para assim compreender o grau de impacto que ele pode causar e como lidar com eles de maneira específica. Sendo assim, uma das técnicas que podem ser utilizadas para essa avaliação é a matriz de risco, que classifica e avalia os riscos com base na probabilidade e no impacto de cada uma no ambiente organizacional.
Feita a avaliação de riscos, é o momento de desenvolver um plano de gestão para incluir medidas preventivas e de mitigação, minimizando ou eliminando os riscos identificados anteriormente. O ideal é que o plano de gestão seja claro, efetivo e alinhado com os objetivos organizacionais, para que assim ele atue diretamente nos riscos e ainda garanta o alcance e objetivos do seu plano estratégico. É importante lembrar que esse plano de gestão deve ser atualizado constantemente, garantindo que ele esteja em conformidade com a sua realidade e com as mudanças nas condições das ameaças, que são voláteis e incertas.
Após a definição e estruturação do plano de gestão de riscos corporativos em 2023, é o momento de convocar todos os envolvidos nos processos organizacionais e comunicar o plano. Sempre que estamos lidando com planos de gestão e estratégia, a comunicação deve ser um dos pilares da organização, pois é a partir dela que há a validação e implementação das ações. Sendo assim, é essencial que todos tenham conhecimento do plano, incluindo os colaboradores, clientes e fornecedores. Além disso, é necessário deixar claro quais os objetivos das ações, que mudanças serão feitas e que impactos elas terão para cada um dos interessados. Uma comunicação clara e transparente também ajuda no entendimento do plano, facilitando as ações nos momentos de risco e aumentando o dinamismo e a flexibilidade da equipe na execução dos processos e ações internas.
Após a implementação e execução do plano de gestão, é o momento de monitorar e avaliar as ações executadas, tal como os resultados obtidos. Devemos lembrar que a gestão de riscos é um processo contínuo e dinâmico, e que deve ser monitorado, avaliado e revisado regularmente para que seja realmente efetivo. O recomendado é que as empresas revisem os planos de gestão de riscos anualmente ou sempre que houverem mudanças significativas nos processos internos e no ambiente de negócios.
Embora os conceitos de compliance e gestão de riscos sejam conceitos distintos, eles caminham lado a lado, pois o primeiro está diretamente relacionado com as boas práticas de gestão, enquanto o segundo se ocupa de listar as possibilidades de perdas e prejuízos. Uma empresa que não investe e desenvolve estratégias de gestão de riscos corporativos em 2023 pode sofrer grandes impactos e ter várias consequências diretas, como o alto índice de sinistros, a falta de confiabilidade e a redução na percepção de valor por parte do cliente — além dos riscos à reputação e à imagem da sua empresa. A falta de um plano de gestão também pode gerar problemas como riscos repetidos que poderiam ser evitados, causando uma má reputação e gerando ainda mais custos para a empresa.
Em um mundo totalmente globalizado e focado na inovação, a má reputação e os problemas com a imagem influenciam diretamente na maneira com que os clientes veem a empresa, que passa a ser menos confiável frente aos clientes, afetando diretamente nos seus lucros e ganhos. E, falando em custos, a ausência da gestão de riscos também pode gerar outros. Tanto com retrabalho quanto com aumento em taxas de seguros e rescisões de contratos, que podem gerar gastos adicionais. Se você deseja estimular a sua empresa e prevenir possíveis situações que possam gerar impactos negativos nos negócios, entenda o que é compliance e como ele pode ser aplicado na gestão de fornecedores.
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