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22 de março de 2021

4 min de leitura


O lead time é um fator de influência na sua competitividade, nos seus custos, na satisfação e na fidelização dos seus clientes.

Qualquer produto abarca ao menos dois pólos: o da empresa que o fornece e o do cliente que o consome. O lead time, literalmente traduzido como “prazo de entrega”, é uma expressão que atravessa os pontos de vista desses dois extremos da cadeia produtiva. Ou seja, diz respeito a todo o processo envolvido desde que o produto é solicitado à empresa até sua entrega para o consumidor.

Pensar em cadeia produtiva é levar em consideração o tempo de recebimento da solicitação do produto, do seu encaminhamento para o setor ou departamento responsável, da montagem, separação e processamento do pedido e, finalmente, do transporte. Só que lá no final da cadeia, no seu ponto mais importante está o cliente. Do ponto de vista dele, não é o processo que está em jogo, mas sim o tempo de espera e qualidade do serviço ou produto entregue.

Em um mundo cada vez mais pautado pela rapidez e agilidade, diminuir o tempo de espera pelo produto é essencial para promover a fidelização e satisfação dos clientes e, ao mesmo tempo, garantir a competitividade no mercado.

Além disso, vamos mostrar como a gestão do lead time não só reflete na satisfação do cliente, mas traz mais qualidade geral para a sua cadeia produtiva e possibilita melhorias que podem ser muito necessárias para a rentabilidade dos negócios. Afinal, não adianta aumentar a produção enormemente para suprir uma demanda mal calculada e acabar com estoques cheios e sem fluxo.

Separamos algumas dicas, e também benefícios, para você gerenciar melhor o lead time da sua empresa e melhorar resultados. Confira!

Como organizar e reduzir o lead time?

Se o consumidor tem uma visão parcial do caminho do produto, é importante que a empresa tenha uma visão global.

A principal dica é: conheça a sua cadeia produtiva inteira. Conheça mesmo aquelas partes que podem não estar diretamente ligadas com a sua produção, mas que a influenciam, nas pontas de fornecedores e distribuidores. Se sua operação precisa de insumos ou produtos que dependem de fornecedores externos, saiba da regularidade do abastecimento, do andamento do cumprimento dos prazos e quanto tempo leva para recebê-los. Escolha fornecedores que respeitem os prazos e cumpram os compromissos estabelecidos em contrato.

Ao gerenciar uma produção que depende de fornecedores ou costuma demandar serviços de manutenção em alguma fase, não deixe de considerar feriados ou outras questões, como fatores regionais e geopolíticos, que podem atrasar a entrega do pedido conforme prometido.

Para ajudar na organização, liste cada uma das etapas da cadeia de produção. Então, analise as possibilidades estratégicas para otimizá-las. Listamos algumas dicas abaixo para você ter em conta nessa análise.

1. Identifique o tempo gasto em todas as etapas

Calcule o tempo gasto em todas as etapas. Para isso, utilize KPis (indicadores de performance) bem definidos e monitore de perto cada parte da rede de suprimentos. De acordo com os dados, verifique as condições da produção. Veja se alguma etapa apresenta lentidão, influenciando negativamente a relação com outro setor. Se for o caso, certifique-se que você disponibiliza os melhores sistemas e equipamentos que garantem a boa fluidez da cadeia. Sistemas obsoletos e burocráticos podem fazer com que sua equipe gaste tempo desnecessário para efetuar tarefas simples, como relatórios, processamentos e solicitações.

2. Elabore um padrão

O improviso é um dos maiores inimigos da produtividade. A definição clara dos processos e procedimentos é fundamental para elaborar um ponto de vista sistêmico. Ou seja, no lugar de considerar cada tarefa de forma isolada, pense em relação ao impacto que uma tarefa produz em outra. Certifique-se de que você está preparado, por exemplo, para lidar com demandas surpresas ou mesmo com a quebra de contrato por parte de fornecedores, tenha sempre uma lista atualizada de possíveis parceiros emergenciais.

3. Invista em tecnologia

Muitos dos processos da cadeia produtiva e das atividades padronizadas podem ser automatizados. Isso pode incluir a simples emissão de uma nota eletrônica e o mais complexo procedimento de manufatura. Tecnologias atualizadas ajudam ainda a monitorar o andamento das práticas e até mesmo a gerar insights sobre o padrão de consumo, evitando possíveis gaps na compreensão das demandas.

Por outro lado, uma tecnologia obsoleta que obrigue os colaboradores a efetuar grande parte dos trabalhos manualmente é um fator de grande influência negativa no lead time. Uma boa tecnologia permite, inclusive, monitorar adequadamente os seus processos e produzir informações sobre possíveis gargalos que prejudicam a produtividade.

4. Transporte

Conheça o modelo de transporte do produto que você utiliza. Considere sempre modelos alternativos de entrega e crie estratégias que considerem a proximidade das empresas parceiras. Isso é essencial para encontrar as melhores opções de logística e garantir que seu produto seja entregue com segurança e no prazo.

Quais os benefícios da redução do lead time para a sua empresa?

Vamos supor que você esteja procurando por um produto. Você encontra três empresas que o fornecem, mas os prazos de entrega são diferentes. Certamente, você escolhe aquele que demora menos. Além de ser importante para a fidelização e satisfação do cliente, a redução do lead time também influencia na hora de escolher de quem comprar. Da mesma forma que ocorre com seus fornecedores, os seus clientes vão valorizar mais a sua empresa se ela oferecer prazos menores.

A eficiência da empresa na gestão do lead time também impacta positivamente no valor imobilizado em estoque que gera gastos de armazenamento, além de apresentar necessidade de inventário. Com um processo eficiente e fluido de compra de insumos e matéria prima, você diminui os custos de manutenção com estoque e prejuízos com perda de validade.

Esse capital correspondente pode ser usado para otimizar seu modelo de produção. Você pode, por exemplo, utilizá-lo para investimentos tecnológicos que propiciam mais retorno e para substituição de sistemas obsoletos que atravancam a produção.

Além disso, a sistematização minuciosa da produção se torna um indicador importante para embasar os planejamentos futuros da empresa, tornando mais fácil identificar possibilidades de crescimento e expansão, assim como para identificar técnicas que agilizam ainda mais os prazos de entrega. Trata-se de um ciclo de inovação vital para sua operação.

Quer se aprofundar ainda mais no tema? Se você quer saber mais sobre como melhorar seu modelo de produção, veja como uma boa gestão do setor de compras também faz toda diferença. Entenda por que a gestão estratégica do setor de compras é fundamental para as empresas.

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