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29 de março de 2019

2 min de leitura


A compliance tornou-se um termo frequente em razão de sua ligação com a adoção de procedimentos de combate à corrupção, mas não é tão reconhecida como poderia em toda sua abrangência, especialmente em relação à gestão de riscos.

No entanto, a compliance diz muito mais respeito à adoção de boas práticas de gestão. Em razão disso é que tem reflexos na adoção de procedimentos mais éticos e responsáveis que, como resultado, eliminam práticas corruptas e diminuem os riscos do negócio.

A compliance também pode ser aplicada na gestão de fornecedores e em cada uma das outras atividades da empresa. Vamos compreender melhor essas relações? Continue a leitura e confira!

A importância da compliance

A compliance é uma atividade que busca garantir que a gestão da empresa opere em conformidade com normas internas e externas. Ou seja, são consideradas como diretrizes balizadoras do negócio tanto as regras legais quanto as políticas internas, sejam as de objetivo estratégico, sejam as de qualidade, por exemplo.

Desse modo, a compliance pode ser vista como uma atividade que combate improvisos, atalhos e o famoso jeitinho, que tanto tem nos incomodado recentemente. O resultado é uma maior adequação a critérios técnicos e éticos.

A relação entre compliance e gestão de riscos

Já a gestão de riscos visa determinar a possibilidade de perdas e prejuízos decorrentes da atividade empreendedora e a magnitude de suas consequências, caso o risco se concretize. Com base nisso, são propostas medidas para diminuir custos e minimizar as consequências negativas do investimento empresarial.

Com base em planejamento, gestão, monitoramento e organização, a gestão de riscos é uma atividade que determina critérios e procedimentos. Portanto, a compliance contribui para sua execução efetiva.

Os benefícios do alinhamento entre compliance e gestão de riscos

Segundo a Época Negócios, “uma pesquisa da International Finance Corporation, de 2010, apontava que 55% dos investidores aceitariam pagar um prêmio de 10% pelas ações de uma empresa com alto nível de governança, que possui elevado grau de transparência, conselhos independentes, respeito aos acionistas minoritários, entre outras características. E 38% aceitariam pagar 20% a mais.”

Ou seja, o benefício mais evidente, embora possa parecer subjetivo, é a valorização da empresa. Desse aspecto, é bom lembrar que o objetivo de lucro não é nada sem segurança e liquidez, ou seja, se uma empresa tem lucros estratosféricos, mas os valores nunca estão disponíveis no caixa ou ela corre alto risco de deixar de existir do dia para a noite, é a mesma coisa que não obter lucro.

Além disso, as práticas de compliance aliadas às de gestão de riscos melhoram as estratégias de gestão, antecipam problemas futuros e, normalmente, contribuem para a integração entre departamentos, uma vez que ambas as atividades funcionam de uma perspectiva sistêmica, ou holística.

Por fim, a compliance e a gestão de riscos formam pilares importantes para a reputação da marca. Quando aplicadas com seriedade e autenticidade, também ocorre uma grande mudança cultural na empresa com o tempo. Além de estimular comportamentos mais morais e profissionais, essa mudança torna o negócio menos suscetível ao acaso.

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